terça-feira, 31 de janeiro de 2012

PAIXÃO, RESPONSABILIDADE, CRIATIVIDADE - Um novo olhar sobre a forma de treinar um Auditor Interno da Qualidade.

Estamos iniciando um novo ano e enquanto a visão esotérica da humanidade externa suas impressões interiores sobre as previsões dos Maias para 2012, nós mortais vamos continuando o nosso processo de desenvolvimento para o bem e o progresso do planeta.

Todos temos ciência que o ser humano é eternamente inconformado com suas possibilidades de progresso, ou seja, a cada conhecimento adquirido um período de experiência se torna necessário e outro de renovação se faz presente. Este é o tão conhecido processo de melhoria contínua.

Estou na área de ensino desde 1998, orientando pessoas em ambientes corporativos e em Universidades sobre o que elas devem conhecer no tocante à Gestão da Qualidade, tendo em vista a adoção de técnicas e métodos de trabalho que impliquem num aumento de produtividade e redução de custos.


O fato é que ensinar pessoas deve ser algo a se fazer com muita Paixão, Responsabilidade e Criatividade.

Por quê?


Antes de qualquer coisa quem ensina, literalmente tem que amar o seu trabalho, afinal ele é produto de uma constante busca pela excelência na profissão, “...há pessoas que são infelizes no trabalho que realizam”. A Paixão por ensinar é decorrente deste ato de amor pelo melhor desempenho profissional, que somente é consolidado pela força de vontade em superar os aspectos que se interpõem contra o avanço por uma qualidade na prática do ato de transferir conhecimentos.

Ter somente paixão não basta, é necessário que haja um comportamento de quem ensina no tocante a Responsabilidade que assume junto às pessoas que recebem o conhecimento. A condição de ser responsável quanto ao conteúdo transmitido, legitíma o ato anterior (Paixão), no qual a fundamentação do aprendizado de cada pessoa se baseia no desejo do mestre em ter seus discípulos como um repositório de seu conhecimento profissional, afinal são estas pessoas que semearão o produto deste aprendizado, como diz um antigo ditado: “se semeardes em solo fraco colherás maus frutos, se semeardes em solo bom, colherás bons frutos”.

E por último, considerando que o ato de ensinar depende de um constante feedback de quem recebe o conhecimento, renovar a forma como o faz, impacta na prática da Criatividade, o que implica obrigatoriamente em usar de capacidade cognitiva, a exemplo de como se utiliza o pensamento lateral ou divergente, tendo por intenção encontrar uma nova forma de externar o conhecimento retido.


Um exemplo de como utilizo a Paixão, Responsabilidade e a Criatividade em meus treinamentos, trouxe um novo olhar sobre a forma de qualificar os Auditores Internos da Qualidade das empresas com a certificação ISO 9001. O primeiro passo já sedimentado, dispõe do saber para oferecer aos iniciados na senda deste conhecimento de um “método de aprendizado, produto de vivências profissionais”. Em um segundo momento tornar o saber em algo concreto, visível, capaz de ser percebido e entendido pelos aprendizes, advém da responsabilidade em construir um “método de ensino estimulante e transformador” de um contexto rígido e técnico, a exemplo da norma ISO 9001 em uma lição simples de ser entendida e aprendida. A transformação do ambiente de aprendizado onde se produz uma sinergia para cada etapa atingida tem como princípio um “método de ensino criativo que se renova a cada estímulo” dado por aqueles que aprendem. Este é o novo olhar sobre o curso de Auditor Interno da ISO 9001 oferecido ao mercado de formação profissional pela SANTTANA QUALITY.


Se você está ansioso por um novo saber, além de obter informações sobre o curso que deseja realizar, busque conhecer também a Paixão, a Responsabilidade, a Criatividade, de quem irá lhe transmitir o novo conhecimento. Afinal o que você é, e sempre será, é produto da soma da expressão desta capacidade e qualidade dos mestres que o ensinarão.


Prof. Me. Sidney Santana

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

A VACA VAI PRO BREJO!

Hoje vou contar uma fábula muito famosa que fala do comodismo que muitas pessoas assumem frente aos fatos do dia a dia que desafiam seus limites, acabam perdendo a motivação e desistem de experimentar a nova experiência sem nem mesmo projetar os benefícios que ela trará em sua vida futura.
A fábula "E a Vaca foi pro brejo" começa assim:

Um velho monge e seu discípulo costumavam visitar as pessoas que moravam em vilarejos distantes da cidade. Num dos seus passeios, já estava anoitecendo e eles ainda estavam no meio de uma estrada, distantes do vilarejo para onde se dirigiam. A vistarem um sítio, aproximaram-se e pediram pousada durante aquela noite.

O sítio era muito simples. Ali, viviam um casal de aparência humilde e seus três filhos, pequenos, raquíticos. A pobreza do lugar era visível e, mesmo assim, eles acolheram, de bom grado, a dupla de viajantes.

Durante o jantar, onde fora servido mingau de leite com farinha, o mestre indagou:

" - Neste lugar não há sinais de comércio ou de algum trabalho. Também não vimos nenhuma plantação. Como vocês sobrevivem aqui?"

O dono da casa respondeu:

" - Meu amigo, nós temos uma milagrosa vaquinha, que nos dá vários litros de leite todos os dias. Uma parte desse leite nós vendemos ou trocamos na cidade, por outros alimentos ou coisas que necessitamos. Outra parte fazemos queijo, coalhada, pirão e, assim, vamos sobrevivendo. Não sabemos plantar, também acho que essa terra não dá nada e tudo aqui é muito difícil. Ai de nós se perdermos a nossa vaquinha!"

De madrugada, os dois receberam um copo de leite quente. Em seguida, agradeceram a hospitalidade e foram embora. Assim que saíram do sítio, o mestre ordenou ao discípulo que ele pegasse a vaca e a atirasse no precipício. O jovem, surpreso, não só se chateou como ficou revoltado com a atitude desumana do seu mestre:

" - Como podemos destruir a única fonte de sobrevivência dessa família?"

Relutou um pouco, mas limitou-se a cumprir a ordem do mestre. Alguns anos depois, o jovem, retornando sozinho aquela região, resolveu dirigir-se ao sítio daquela família que lhes hospedara.

Chegando lá, qual não foi o seu espanto quando verificou que o local havia mudado muito. O casal que vinha em sua direção era o mesmo, mas estava feliz. As crianças cresceram e, agora, já quase adolescentes, estavam bonitas, bem nutridas. Tudo havia mudado e para melhor: horta, frutas, galinhas, animais diversos passeavam pelo sítio. O jovem, não acreditando no que via e ainda sentindo-se culpado, questionou:

" - Como é possível vocês terem progredido tanto?!"

Ao que o casal respondeu:

" - Quando vocês estiveram aqui a nossa situação não era das melhores. Tínhamos só uma vaquinha e toda nossa sobrevivência vinha dela. Logo após a saída de vocês, aconteceu uma tragédia - nossa vaquinha caiu num precipício. Entramos em desespero, mas, daí em diante, tivemos que fazer outras coisas, desenvolver outros meios de sobrevivência. Descobrimos que a nossa terra era fértil e boa para legumes e frutas. Fomos aos poucos, criando gosto e hoje é essa beleza que o senhor está vendo. Graças a perda de nossa vaquinha".

Você que lê esta fábula, seja empresário ou empregado, a mensagem é uma só, muitas vezes não sabemos porque o rumo das coisas se alteram, nos tirando da zona de conforto e nos colocando frente a frente com novos desafios. A razão para que isto ocorra é uma só. Na vida nada é permanente, as experiências sempre se renovam a partir de um outro conhecimento a ser obtido, portanto aprender algo novo só trará a oportunidade de evoluir para novos patamares de crescimento pessoal. O empresário que não quer assumir novos desafios em seu negócio, o empregado que não é promovido, as pessoas que não são contratadas pelas empresas, o que estão esperando que aconteça?

Que venha alguém e mande sua vaca para o brejo!

Prof. Sidney Santana